Os três projetos de dominação global

Os três projetos de dominação global

Carlos Leite

 

No mundo, existem três projetos de dominação global:

  • a) Comunismo (político-ideológico, desde há um século);
  • b) Globalismo (político-econômico, desde o século 20);
  • c) Islamismo (político-religioso, desde há 1.400 anos).


Além destes três, não existem mais projetos para submeter a humanidade sob um único governo compulsório. 

Não é por acaso que, em diferentes momentos históricos, qualquer um destes três tem visto vantagem em se aliar a um ou dois dos outros. Porquê? Porque todos perseguem o mesmo propósito, ainda que por vias diferentes. Enquanto que nenhum deles tomar o poder absoluto, não desperdiça as oportunidades de se aliar aos outros quando isso em alguma medida beneficia o seu próprio projeto rumo à vitória final.

Principalmente os dois primeiros vêm se readaptando e, até, de modo recorrente, diluindo as fronteiras que os separam, imergindo um no outro, absorvendo estratégias e lições um do outro, e mesmo atuando de mãos dadas sob roupagens sempre variáveis, exibindo uma adaptabilidade prodigiosa para, como um camaleão, se reconfigurarem e se tornarem palatáveis às exigências do politicamente correto da modernidade. Eles mesmos fomentam magistralmente os conceitos politicamente corretos para adormecerem as consciências dos homens e mulheres das gerações atuais e fazerem avançar as suas agendas com cada vez menos oposição.

Agora, desde 2020, finalmente ocorreu uma sequência de eventos que proporcionou a estas duas entidades (Partido Comunista Chinês e globalistas) a melhor oportunidade que alguma vez tiveram para dominar a humanidade por inteiro num grau jamais visto na História. Vamos ver o encadeamento das circunstâncias.

No final de 2019, as lideranças do Partido Comunista Chinês (PCC) lançaram o coronavírus para o mundo, como se suspeita terem feito antes com outros vírus. Eles são simplesmente a organização política no planeta com a motivação e aptidão para essa prática. E são eles quem tem mais experiência na efetiva escravização de multidões, nações inteiras até. Não por acaso, são ateístas. Isso significa que não têm quaisquer escrúpulos em levar avante seu projeto de dominação planetária, mesmo que para tanto tenham que causar a morte de milhões de seres humanos. Já fizeram esse tipo de mortandade dentro das suas próprias fronteiras, com seu próprio povo. Daí ser completamente tranquilo para eles repetirem agora essa mortandade com estrangeiros e chineses, se o que está em causa é estabelecerem a “paz social” global da qual creem ser os construtores predestinados. 

Só que essa mortandade – se necessária na prossecução dos seus planos – já não tem que ser ostensiva, como nos tempos das revoluções comunistas chinesa e soviética. A expansão do dragão chinês pelo mundo já não precisa ser feita nos moldes toscos do nazismo hitleriano, o qual ingenuamente acreditou que poderia se apoderar de outras nações meramente pela força militar, como ocorria naturalmente nos primórdios da civilização e até a Idade Média. Nessa primeira metade do século 20, realmente aconteceu uma cisão entre o mundo antigo e o moderno. Descobriu-se que não mais era possível conquistar-se e dominar-se outra nação e outro território onde os fundamentos civilizacionais estivessem já profundamente enraizados. Constatou-se que era impossível na Idade Moderna para uma nação conquistar outra nação avançada em civilização e cultura, com forte identidade em redor de uma língua e imbuída de um amor patriota derivado do conhecimento da sua própria História. Enquanto existe a mãe-língua identitária e o amor ao pai-pátrio pelo conhecimento da sua História, jamais se consegue aniquilar uma nação. 

Os comunistas absorveram bem essa lição com a experiência da Segunda Guerra Mundial e da posterior Guerra Fria. Vendo que era impossível uma Alemanha submeter outras nações que tivessem princípios civilizacionais sólidos, assim como tal seria inviável para uma Rússia ou uma China comunistas, só restava um caminho: criar uma ideologia transnacional que não aniquilaria ostensivamente cada nação e sua identidade próprias, mas as submeteria a um poder central comunista. Só que um problema permanecia, mesmo assim. E que problema enorme! Os comunistas sabiam que só tornando os homens ateus é possível escravizá-los. Portanto, mesmo preservando idiomas e nações, se não se aniquilasse a relação transcendente dos homens com Deus, jamais os espíritos se curvariam ao seu escravizador estatal. A ruptura do sistema totalitário ficaria sempre iminente, porque a ânsia de liberdade é parte intrínseca do dia a dia dos adoradores de Deus. Não é por acaso que Marx disseminou o conceito de que “a religião é o ópio do povo”. Não foi ele quem primeiro introduziu esse conceito na cultura ocidental, mas com certeza foi o maior responsável pela sua entronização na tentativa de induzir os povos a considerarem prioritário para a sua liberdade o derrubamento da religião.

Daí que, logo na sequência da Segunda Guerra Mundial – após o aprendizado derivado da obliteração definitiva do nazismo – os engenheiros sociais comunistas sagazmente determinaram outros cursos de ação para implementar a par e passo o seu sistema totalitário baixando as resistências das populações ocidentais. No processo, foram se apoderando dos valores universais e dos direitos humanos derivados do cristianismo como se fossem invenções deles mesmos. Era fundamental que esses engenheiros sociais tirassem o cristianismo de cena, já que inteligentemente perceberam que essa religião – a crença no Deus de Jesus, Abraão, Isaque e Jacó – seria o seu único autêntico obstáculo, porque o senso de liberdade do indivíduo e dos povos vem essencialmente do cristianismo desde que este revelou à humanidade que o homem somente recebe a verdadeira liberdade quando se entrega voluntariosamente à condução divina. 

Então ocorreu um longo processo de um século para enganar as gerações, levá-las a acreditar que a liberdade era produto do secularismo humanista em um confronto supostamente libertador contra os três grandes pilares da civilização: Deus, Pátria e Família. A este trinômio que sustenta toda verdadeira e saudável civilização havia sido colado o epíteto de espírito retrógado e origem de todo o mal da humanidade. Era decisivo para os propósitos nefastos dos globalistas que se diluísse e desmoronasse todo senso religioso, que a lealdade às pátrias fosse substituída por uma submissão a uma elite transnacional sem rosto e que a instituição da família fosse trocada pela paternidade do Estado, o qual passaria a ser o educador, sustentador e objeto de veneração para os cidadãos. Nessa fase do processo, sagazmente, já os engenheiros sociais haviam diluído a ostensiva agressividade conquistadora do comunismo por um mais palatável socialismo-democrático que, no Ocidente de fundo judaico-cristão, mais facilmente penetrava as resistências individuais e melhor garantia a subserviência das massas sem levantar desconfianças.

Enquanto isso, na China, onde o povo não tinha a salvaguarda dos princípios judaico-cristãos, as coisas seguiram um rumo bem diferente: o comunismo puro e duro estabeleceu-se com toda a ignomínia imaginável, usando de assassínio, tortura, chantagem, traição, ameaça, escravidão, chacinando muitos milhões no processo – há quem fale até em mais de cem milhões de assassinatos, quem pode saber? Agora, nas gerações atuais de chineses, a dissidência é quase inexistente, as consciências foram espezinhadas, abafadas e desvirtuadas. Tendo a nação mais populosa do mundo escravizada a seu bel-prazer, as lideranças do Partido Comunista Chinês começaram, então, a produzir riqueza inconcebível para o Estado totalitário graças a uma mão de obra quase gratuita praticamente inesgotável, facilmente descartável, funcional mesmo debaixo da mais extrema pobreza, porque as consciências estavam eficazmente adormecidas. O sistema ateísta garantiu que não emergissem tentativas coletivas de libertação, já que as crianças chinesas eram formatadas para não verem nada além do horizonte imediato de serem apenas peças utilitárias finitas da engrenagem coletiva no projeto de estabelecimento da “grande paz social” global. Nas suas mentes frágeis, desde a mais tenra infância, era inculcado o sentimento de gratidão por esgotarem suas vidas laborando para a comunidade, sem mais nenhum propósito senão a glória da China diante do mundo inteiro. 

Ora, a riqueza produzida nesse sistema escravagista é tão colossal que, finalmente, as lideranças do PCC reuniram os meios para começarem a empreender a sua guerra além-fronteiras. Mas esta é uma guerra com armas inéditas e muito mais eficazes. É que eles aprenderam bem as lições derivadas dos erros dos nazistas alemães e comunistas soviéticos. Eles sabem que a invasão global que têm que levar adiante tem que ser pacífica, para não suscitarem alarme e a potencial sublevação das sociedades que pretendem conquistar. Eles têm consciência de que, para subjugarem o Ocidente, não podem usar de guerra ostensiva como aquela interna em que chacinaram tantos milhões do seu próprio povo. Se seguissem essa via, seriam humilhados e esmagados. Então puseram em ação um plano de décadas, senão de séculos mesmo: comprariam o seu avanço. Eles têm perfeita noção de que por esse caminho a conquista será muito facilitada. Graças ao trabalho prévio do secularismo humanista que solapou as bases judaico-cristãs da mais elevada civilização que o planeta conheceu, eles sabem que agora o Ocidente está fragilizado, desprovido dos valores do caráter cristão que no passado o protegiam. Atualmente, as elites governantes ocidentais, desde a Europa às Américas, na generalidade, são compostas de indivíduos sedentos de poder e riqueza, facilmente corruptíveis. E é aproveitando essa fragilidade de caráter que tanto as lideranças do PCC quanto as elites globalistas estão comprando políticos pelo mundo inteiro. Desse modo, chegados a 2021, verificamos que eles até já conseguiram comprar inúmeros políticos ao mais alto nível nos maiores países ocidentais de tradição democrática. 

Em 2019, o vírus lançado no mundo pelo Partido Comunista Chinês, em benefício do seu projeto de expansão mundial e ainda maior enriquecimento, também serviu como uma luva aos planos dos engenheiros sociais globalistas para o início do estabelecimento de um Estado totalitário no Ocidente. O combate a um vírus de baixa letalidade – o Covid 19 – foi o pretexto perfeito para os globalistas testarem as multidões e verem até que ponto elas estariam receptivas à ideia de se submeterem à supremacia do Estado, de as multidões abraçarem a Agenda 2030 da ONU, o “Great Reset”, sem questionamentos de monta. A estratégia é induzir extremo pânico nas pessoas, acorrentando-as na sensação de horror constante pela impotência diante de uma dolorosa morte iminente, de modo que ao lhes ser oferecida qualquer migalha de ajuda por parte do Estado elas estejam dispostas a abdicar da sua liberdade para assim garantirem uma suposta segurança. Isso vai estabelecer-se tanto pela via do caos sanitário, quanto pela imposição de uma catástrofe econômica. Globalmente, as coisas vão chegar num ponto em que quase todos os comércios e indústrias serão esfacelados, até restarem meia dúzia de negócios de redes empresariais multinacionais, os quais pertencem à elite globalista. Sem solução à vista para atenuarem o pavor diante de uma pandemia diariamente exacerbada pela imprensa a serviço dos globalistas e do PCC, as multidões ficarão sempre dispostas a abdicarem da sua liberdade em troca de vacinas, mesmo sem essas vacinas terem o tempo suficiente de testagem e representarem um risco de eventuais alterações do ADN detectáveis somente após anos ou décadas. E caso o Covid 19 não cumpra devidamente o papel para que foi criado, outros vírus mais potentes serão liberados. Com o argumento das mutações do vírus, mesmo depois das vacinas, a imprensa já preparou o terreno emocional das massas para que elas continuem a usar máscaras e fiquem o mais isoladas possível em casa, levando à crescente degradação da economia. E assim os engenheiros sociais criaram um sistema em que as pessoas precisarão estar permanentemente a repetir vacinação bem como enclausuradas o máximo possível, sempre abdicando dos seus direitos, da sua liberdade e da sua saúde imunitária na perseguição de uma segurança ilusória. 

Sagazmente, para aquelas pessoas que os engenheiros sociais não conseguem vergar pelo medo, estes acenam-lhes com o argumento de que ao se submeterem às ordens das elites estão sendo heróis na causa de salvaguardar os mais frágeis da sociedade. Ou seja, se não convencem pelo medo, acionam o gatilho da boa vontade, da virtude e do orgulho.

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